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3 invenções sustentáveis

Equipe 3TC
18/07/2017 às 11h00
Conheça aqui 3 descobertas científicas que prometem revolucionar nossos conceitos atuais sobre rodovias, combustível e geração de energia

Polímeros e a revolução no asfalto

A empresa MacRebur (http://www.macrebur.com), sediada no Reino Unido, desenvolveu uma tecnologia sustentável que promete contribuir (E MUITO) com a reciclagem e tratamento de plásticos. O problema com o descarte de polímeros se dá pelo custo financeiro e o consumo de CO2 na fabricação desses materiais e o fato que demoram um tempo enorme para se decompor. A tecnologia é um aditivo à mistura de asfalto que é composto por plásticos (polímeros) que seriam enviados para descarte. Além de contribuir para o meio ambiente, a mistura mostra-se mais durável e resistente que a mistura tradicional de asfalto, e a pavimentação de rodovias é um ótimo destino para plásticos. Dentre os benefícios listados pela empresa estão:

  • Feito com 100% de matérias recicláveis
  • Redução no consumo de combustíveis fósseis
  • Redução do consumo de CO2
  • Redução direta na quantidade de descarte de plástico
  • Ajuda no conceito da economia circular
  • Diminui a necessidade de lixões e estações de tratamento de lixo
  • Aumenta a durabilidade do pavimento
  • Redução no custo de manutenção
  • Alternativa mais barata a tecnologias atuais

Transformando CO2 em Etanol

As vezes a ciência precisa de um pouco de sorte para encontrar soluções para problemas atuais, e nesse caso não foi diferente. Cientistas do Oak Ridge National Laboratory (https://www.ornl.gov/) do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, descobriram acidentalmente uma forma de transformar dióxido de carbono (CO2), um dos gases do efeito estufa, em etanol. O processo é eletroquímico e envolve pequenas estruturas de carbono e cobre para conseguir esse feito. Segundo o líder do grupo de pesquisa, Adam Rondinone, “Nós descobrimos um pouco por acaso que esse material funcionou. Estávamos tentando estudar o primeiro passo de uma reação proposta quando percebemos que o catalisador estava fazendo toda a reação por conta própria".

O catalizador é feito de carbono, cobre e nitrogênio, e eletricidade é aplicado para obter uma reação química complexa, que basicamente reverte o processo de combustão. Com o auxílio de calistas nano tecnológicos, a solução de CO2 e H2O foi convertida em Etanol com 63% de aproveitamento.

 

Geração de Energia por Fusão Nuclear

A tecnologia nuclear tem papel importante na geração de energia no mundo todo. Apesar dos riscos que envolvem usinas nucleares, esse método ainda é utilizado pelo mundo todo, inclusive no Brasil com usinas em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Apesar de ter seus problemas peculiares, como o descarte do material radioativo e a utilização de água fluvial, gerar energia por meio de reatores nucleares são mais benéficos ao meio ambiente no que diz respeito a emissão de gases do efeito estufa, e é considerado uma fonte de energia limpa. Infelizmente, as tecnologias que utilizamos de resfriamento, contenção e descarte não evoluíram com o tempo, mas isso promete mudar.

A empresa Tokamak Energy (http://www.tokamakenergy.co.uk), sediada no Reino Unido, tem investido pesado em uma nova forma de geração de energia nuclear. Hoje, utilizamos exclusivamente da fissão nuclear provinda de elementos radioativos como o urânio e o plutônio, que é instável e precisa de ser controlada meticulosamente para que seu funcionamento seja seguro. A Tokamak Energy está próxima de chegar em uma solução comercial para usinas nucleares movidas a fusão nuclear, a mesma que ocorre no núcleo do sol, que utiliza elementos bem mais leves e mais seguros em seu processo.

Segundo David Kingham, CEO da empresa, este é o primeiro dispositivo de fusão controlada projetado, construído e operado por uma empresa privada. A ST40 é uma máquina que irá alcançará temperaturas de fusão – 100 milhões de graus – e serão possíveis e estáveis em reatores compactos e econômicos. Isso permitirá que a geração de energia nuclear por fusão seja alcançada em anos e não em décadas. O maior desafio para tornar economicamente viável essa opção está na manutenção. Segundo Kinham, “ainda precisamos de investimentos significativos, muitas colaborações acadêmicas e industriais, engenheiros e cientistas dedicados e criativos, e uma excelente cadeia de suprimentos. Nossa abordagem continua a ser para quebrar esses desafios de engenharia, aumentando o investimento adicional em alcançar cada novo marco. Já estamos a meio caminho do objetivo da energia de fusão; com trabalho duro, vamos entregar energia de fusão em escala comercial em 2030. ”

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