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Conheça o BioCocreto

Universidade Técnica de Delft
09/05/2017 às 11h00
Pesquisadores da Holanda desenvolveram um concreto que consegue consertar suas próprias rachaduras

Na 3TC Isolamento valorizamos a inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, principalmente as que trazem sustentabilidade e solução para problemas existentes na construção civil. Essa semana começaremos uma série de postagens apresentando novas tecnologias que estão em desenvolvimento pelo mundo e que podem em breve compor a construção civil aqui mesmo no Brasil. O 3TC mesmo é uma tecnologia nova, está apenas há 2 anos e meio em atividade fabril no país, e por isso valorizamos e gostamos de conhecer novas tecnologias, e, quem sabe, um dia sermos os responsáveis pela homologação delas em território nacional. Nessa semana falaremos do BioConcreto, uma tecnologia muito promissora.

Pesquisadores da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, desenvolveram um composto de concreto que pode preencher falhas, rachaduras e fissuras usando bactérias especiais. O concreto é o material da construção civil mais utilizado no mundo todo, extremamente importante em obras de pequena ou larga escala, mas é propenso a rachaduras. Dessa forma ele precisa ser reforçado com aço e, em alguns casos, fixado ou substituído quando as rachaduras comprometem a estrutura. O projeto é liderado por dois pesquisadores: Henk Jonkers, um microbiologista e Eric Schlangen, especializado em desenvolvimento de concreto. Eles vêm trabalhando há vários anos nessa tecnologia de concreto que consegue se auto reparar, tentando abordar esse problema de maneira sustentável.

Durante o teste foram misturadas bactérias em uma pasta de cimento e após um mês eles encontraram os esporos de três bactérias específicas ainda estavam viáveis. Os pesquisadores então adicionaram uma bactéria inofensiva conhecida como Bacillus genus ao concreto que permaneceu dormente até entrar em contato com a água. As bactérias usaram os nutrientes que os pesquisadores incorporaram no cimento (lactato de cálcio - um componente do leite).

De acordo com o Dr. Jonkers: "No laboratório temos sido capazes de mostrar a cicatrização de fissuras com uma largura de 0,5 mm e agora estamos aumentando a nossa capacidade. Precisamos de uma quantidade significativa do agente de auto repara para começar a fazer testes ao ar livre, em diferentes construções, diferentes tipos de concreto para ver se este conceito realmente funcionará na prática" afirmou o pesquisador. Assista o vídeo com os pesquisadores explicando a tecnologia:

https://www.youtube.com/watch?v=PyBR3PDPa-c

O principal desafio do projeto concreto de auto reparo é assegurar que o as bactérias possam sobreviver ao processo de mistura. Para isso, os pesquisadores tiveram que revestir as partículas do agente de cura, que ainda é um processo caro mas esperam que nos próximos 6 meses o custo disso seja reduzido drasticamente. Após esse tempo uma nova série de testes deve começar - desta vez fora do laboratório e em condições reais. Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas no site da Universidade Técnica de Delft.

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