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Conheça os cinco problemas do modo de produzir imóveis no Brasil que alavancam o custo para o consumidor final

Veja
17/12/2014 às 12h54

O alto preço praticado pelo mercado imobiliário nas metrópoles brasileiras, envolve fatores que vão além da simples especulação. O boom vivido no final da década passada foi, de modo geral, fruto da combinação de uma demanda que passara muitos anos sendo reprimida, da oferta de financiamento e dos preços relativamente acessíveis dos imóveis. De lá para cá, porém, assistimos a uma alta sem precedentes, e o lar dos sonhos foi jogado lá nas alturas. A inflação acumulada e a queda de poder de compra dos brasileiros contribuíram para tornar o cenário ainda mais difícil. Mas não foi só isso. Uma análise mais detalhada permite ver que o próprio processo de produção imobiliária ajudou a alavancar os preços, como aponta o professor?João da Rocha Lima, do?Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP.

Dentre os processos, o que mais chama atenção são os processos artesanais que ainda perduram nos processos construtivos que encarecem a obra vertiginosamente. Quem já acompanhou de perto uma obra sabe o quanto de trabalho precisa ser refeito por causa de erros que poderiam ter sido evitados com processos mais avançados. Sem um ritmo industrial, a construção de empreendimentos fica a reboque de hábitos e técnicas pouco produtivos, como o de primeiro erguer uma parede para então quebrá-la e instalar a parte elétrica. Claro que essas dificuldades também têm a ver com a falta de mão de obra qualificada, mas sem investimentos em inovação não dá para esperar que os métodos construtivos se tornem mais eficientes da noite para o dia. E investir não só em métodos construtivos, mas em materiais que trarão benefícios para o consumidor final, como produtos de isolamento térmico e acústico para um maior conforto tanto no verão como no inverno. Vale lembrar que isolamento térmico é o melhor aliado para a economia de energia elétrica para quem usa ar condicionado, que vem se tornando artigo necessário em todas as zonas climáticas do país.

No cálculo geral, o que se nota é que seria possível erguer empreendimentos a um custo muito menor. E fazer mais barato significa vender mais barato. Mais precisamente, se fossem reduzidos 8% do custo da obra, seria possível vendê-la 4% mais barata. Nada mal para um momento em que cada real dos consumidores tem sido disputado a tapa pelo mercado.