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Custo de energia passa a ser 2ª maior despesa de supermercados

DCI
12/06/2015 às 11h30
Redes de supermercado procuram abaixar os custos com energia elétrica com projetos de eficiência energética e soluções inovadoras.

Os supermercados brasileiros estão adotando ou acelerando projetos de eficiência energética após os aumentos das contas de eletricidade desde o fim do ano passado, que já afetaram os resultados do primeiro trimestre.

Estimativas de associações do setor indicam que os custos com energia elétrica passaram a ser a segunda maior despesa em algumas redes supermercadistas, superando aluguel e só atrás da folha de pagamento.

As empresas não detalham nos balanços os custos com energia, mas no Grupo Pão de Açúcar, maior do país, a despesa com vendas, gerais e administrativas, que inclui eletricidade, subiu 16,8 por cento no primeiro trimestre na comparação anual.

Segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBCV), a conta de energia elétrica das redes subiu até 40 por cento desde o fim de ano passado.

"Como essa despesa chega a representar 1 por cento do faturamento do supermercado, um aumento de até 40 por cento tem impacto de 0,4 por cento", disse o presidente da SBCV, Eduardo Terra. "Isso é monstruoso", completou.

No Estado de São Paulo, a despesa média com energia subiu de 0,9 por cento do faturamento dos supermercados no ano passado para 1,7 por cento este ano, de acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), superando os gastos com aluguel, que respondem por de 1 a 1,5 por cento do faturamento. "Foi a primeira vez que isso aconteceu", disse Erlon Ortega, vice-presidente da associação.

O preço da energia elétrica, após uma série de reajustes por conta da seca que afetou os reservatórios das hidrelétricas, acumula alta no ano até maio de 41,9 por cento e, em 12 meses, de 58,5 por cento, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No varejo, os supermercados são os que mais consomem energia, já que, além de computadores, iluminação e ar condicionado, vendem produtos refrigerados, que demandam muita energia.

Diante desse cenário, o GPA criou um grupo de trabalho para cuidar do tema nas lojas Extra e Pão de Açúcar. Algumas iniciativas já adotadas incluem o uso de lâmpadas mais econômicas, o fechamento de balcões de refrigeração para evitar que o frio se dissipe no ambiente e a automação da refrigeração e do ar condicionado.

A expectativa é que os projetos reduzam em até 25 por cento o consumo de energia nos hipermercados do grupo nos próximos trimestres.

"Paralelamente a empresa intensificou a rotina de análise e mensuração do consumo para identificar possíveis não conformidades e tomar medidas imediatas", disse o GPA em nota.

A atacadista Assaí, também do grupo GPA, já instalou portas em ilhas de refrigeração de 16 supermercados e está em processo instalação em outros 11 estabelecimentos. Também está monitorando lojas remotamente para detectar equipamentos que mais consomem energia. A meta é chegar a uma economia de cerca de 10 por cento até dezembro.

A maior demanda dos supermercados por projetos de eficiência energética tem sido notada por fornecedores de equipamentos e consultorias especializadas.

Segundo Paula Campos, gerente do Grupo Safira, que dá consultoria no setor, grande parte dos investimentos estão sendo feitos para reduzir a dependência das distribuidoras de energia. "São projetos de geração, seja de gás natural ou solar", disse.

A empresa está negociando contratos com duas grandes redes de supermercados, mas não citou nomes. "Como o valor da tarifa aumentou, o retorno do investimento desses projetos vêm mais rápido", disse Paula.

No horários de pico, o GPA tem usado geradores próprios, instalados em 80 por cento das lojas do grupo.

A fabricante de equipamentos Weg também está em negociação com duas redes de shoppings centers --com supermercados dentro-- em São Paulo para instalar projetos de eficiência energética.

"No primeiro quadrimestre, os pedidos de ações de eficiência energética superaram largamente os de 2014", disse o chefe da área de eficiência energética da Weg, Leandro Ávila, referindo-se a projetos para indústria e comércio.

Outras empresas vem utilizando o 3TC, tecnologia em isolamento térmico que ajudam muito como tampas para as ilhas de refrigeração no período noturno. O 3TC garante a eficiência mesmo de ilhas antigas, mantendo produtos congelados e resfriados com menos energia sendo consumida.

Outro diferencial da tecnologia é que ele também pode ser utilizado em isopainéis, com 4x mais eficiência que outros isopainéis, como de isopor e poliuretano.

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#Eficiência Energética # Isolamento Térmico # Ilhas de refrigeração #Supermercados # Varejistas